terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Estréia EVA


Estréia do longa-metragem EVA.
Local: Cinemateca de Curitiba
Rua Carlos Cavalcanti, 1174, São Francisco.
Horário: 19h30 e 20h50

Cartazes EVA



terça-feira, 11 de agosto de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Tema principal - EVA


Anotações do duo FelixBravo para gravação da trilha tema do filme.



EVA
FelixBravo

Hei de ver o rosto dela me beijar
se eu me deparar com a flor, instante
foto em preto e branco e dor

Calma amor
a cor me acalenta o nó
pra que assim calado, quieto, triste
eu possa te amar tão só

Gravação da trilha original com o duo FelixBravo






Apoio do Nicos Studio.
http://www.nicosstudio.com.br/


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Entrevista com o Diretor de Fotografia Eduardo Ribeiro



Eduardo Ribeiro(25),formou-se em Fotografia e Direção de Artes, pela AIC (Academia Internacional de Cinema) participou do curso de cinema da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) em 2004.
Em 2006, fez Fotografia Still no longa-metragem Estômago,do Diretor Marcos Jorge. Atualmente, Eduardo está cursando o terceiro período do Curso de Design de Produto, na Universidade Positivo e atua como sócio fundador da produtora Destilaria do audiovisual (PR).

1- Qual foi a sua motivação para participar do filme?

Sou apaixonado em realizar cinema e receber um convite para fotografar um longa foi bem tentador, já havia realizado outros trabalhos com meu sócio e amigo Arnaldo Belotto, mas estes eram curtas. O roteiro me pareceu bem bonito esteticamente e por isso aceitei a proposta de participar do filme.

2- A fotografia do filme é participativa, ou seja, ela contribui para o entendimento do filme?

Estamos usando um mount 35mm o que nos possibilita uma profundidade de campo mais seletiva, desse modo o foco está ajudando na narração dando a atenção nos pontos de interesse do filme. O fato da luz do Albert ser sempre difusa remete a fragilidade do personagem, já Eva quase sempre aparece com uma luz mais dura, intensificando seu traço tornando a mais impactante. Desse modo posso dizer que sim, a fotografia ajuda na compreensão do filme.

3- Quais foram as maiores dificuldades de filmar EVA?

Em muitas situações a falta de verba prejudicou o andamento das filmagens, o fato da equipe de fotografia conter apenas 4 pessoas acabou desgastando, fazendo cair o rendimento e a agilidade do trabalho. A falta de um caminhão para os equipamentos também foi um fator negativo.Mas o mais complicado foi a postura da equipe no Set, por ser uma equipe nova dentro do cinema, acabavam atrapalhando sem querer o processo de prelighting, pois sempre estavam no caminho, mas no decorrer das filmagens isso foi desaparecendo.

4- Na cena da praia choveu, como vocês resolveram o problema de filmar na chuva?

Ao chegar na praia o céu estava cinza, fato que fugia da proposta inicial do filme, mas após um tempo de reflexão com o diretor, vimos que o tempo fazia mais sentido ao personagem, dando uma atmosfera pesada nesse momento de desapego. Mas não foi apenas o céu cinza que atrapalhou o andamento, após alguns minutos uma chuva torrencial começou, fazendo com que a equipe se escondesse dentro dos carros. Não tínhamos muito o que fazer, esperamos a chuva parar e gravamos, foi recompensador.

5- Você pegou alguma referência para fazer esta fotografia?

Conversando com o Arnaldo, ele me passou uma referência que é o "The Brown Bunny", com uma fotografia realista e bem independente. Foi um start da ideia e concepção da fotografia. Baseando bastante os enquadramentos na fotografia e buscando uma luz mais justificada, aproveitando as janelas como fonte de luz. Mas existe uma parte criativa de pós produção que será feita que foge da referência.

6- Como foram feitas as cenas de carro?

As cenas do carro foram feitas com o uso de uma ventosa especial de sucção, desse modo ela forma um vácuo proporcionando uma fixação segura à lataria do carro ou qualquer superfície lisa. Desse modo podemos acoplar a câmera à ventosa atravez de um mount de três eixos, possibilitando o enquadramento. Foi uma experiência nova para mim, mas precebi algumas limitações no equipamento, esse mount foi uma invenção que ainda esta passando por experimentos. Outro equipamento que usamos foi um grip para fixação na porta o vidro aberto, uma invenção do André.

7- A falta de investimento no filme (o fato do filme ser independente) prejudicou a fotografia?

O fato do filme ser independente limita o parque de luz, conseguimos um apoio da locall que nos possibilitou uma quantidade interessante de luz para realizar o trabalho, com um mega desconto. 70% dos gastos do filme foi com equipamento. Ou seja apesar de independente continhamos um parque de luz considerável. O fato de usarmos um mount 35mm, um adaptador que possibilita o uso de lentes de fotografia, requer uma quantidade de luz maior. Com esse equipamento, conseguimos um resultado bem interessante, não prejudicando a qualidade da fotografia. Claro que sempre trabalhamos com fatores limitantes, tendo que resolver com o que tinha. Isso funciona muito bem como um exercício de resolução de problemas. A equipe de fotografia desenvolveu algumas tractanas no decorrer do filme para alcançar o fotografia esperada. Fico muito grato a eles.


8- Em geral, como foi fazer a fotografia do EVA? Neste término de filme, você está satisfeito com o trabalho feito?

Todo trabalho é um aprendizado, posso dizer que foi uma experiência bem válida, temos altos e baixos na fotografia, coisas que eu faria diferente e outras que me agradam bastante. No geral estou feliz com o resultado.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Entrevista com a Diretora de Arte Marja Calafange

Marja Calafange concluiu o curso de Cinema Digital do Centro Europeu, em Curitiba (2007).Desde então, tem atuado em experiências vinculadas ao cinema e a fotografia artística tendo a Direção de Arte como principal atividade.
Em 2008, realizou Direção de Arte de dois curtas-metragens: “E agora José?” - vencedor do prêmio RPCTV 2009 - e do “Filme de Casamento”, ambos foram exibidos no quadro Casos e Causos da Revista RPC.
Marja também é artista plástica e trabalha com materiais variados como argila, concreto, vidro, mosaico, papel, entre outros.


1- Qual foi a sua motivação para participar do filme?

Fui muito motivada pela singularidade da obra, por ser um filme que trata da fragilidade.
Como é a história de um fotógrafo que possui como principal característica a relação visual com o mundo, a direção de arte torna-se uma peça indispensável para pontuar a personalidade deste personagem.


2- Qual foi o conceito da arte deste filme? O que você queria transmitir com este conceito?


A Direção de Arte trouxe uma atmosfera leve, que remete à efemeridade do tempo agregando elementos que representam este estado transitório das coisas em sutis detalhes e por esse motivo, optamos pelo uso de materiais orgânicos.
A ideia principal foi criar uma estética naturalista que soasse real, mas de certa forma manipulada, subentendendo um conceito em imagens. Outra constante na arte foi o aspecto de abandono, os ambientes foram cuidadosamente construídos para transmitir esta sensação.


3- Em geral, como foi o trabalho de direção de arte no filme?


É um grande desafio construir uma direção de arte de um longa-metragem com zero de verba, então tivemos que ser muito criativos e desenrolados. Não havia dinheiro pra comprar papel de parede para texturizar alguns fundos que estavam chapados, então fizemos textura reciclando materiais, por exemplo: na locação que seria a casa do personagem principal, criamos um fundo falso com filtros de café usados que sobrepostos faziam camadas na parede.
Quando você assume um projeto deste porte e sabe que não terá verba disponível para comprar materiais, ou você desiste da ideia, ou tenta reproduzí-la. Esse foi o nosso ponto de partida para conseguir executar os conceitos que definimos.
Tivemos também muita sorte de ter bons contatos para conseguir objetos interessantes e sem custos, que amigavelmente foram cedidos ao longa! Conseguimos tudo com muita raça, muita correria e bom humor, e no final deu tudo certo, fiquei bastante satisfeita com o resultado estético do filme.


Portifólio Fotográfico de Marja Calafange: http://www.flickr.com/photos/autumnblue/

terça-feira, 26 de maio de 2009

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Entrevista com a atriz Carolina Fauquemont

Carolina Fauquemont iniciou no teatro aos quinze anos. Alguns anos depois ingressou na FAP - Faculdade de Artes do Paraná - onde se formou em Artes Cênicas com Habilitação em Interpretação. De 2001 a 2004 fez parte dos estudos e pesquisas do ACT - Ateliê de Criação Teatral, em Curitiba.
Em 2004 dirigida por Marcio Abreu e sob a coordenação de Luis Melo, Fauquemont participou de várias mostras de processo - ACT Abre Suas Portas - em cenas e leituras dramáticas dos textos de Tchekhov.
Em 2006, Carolina ingressou na companhia de teatro Vigor Mortis e com a peça Graphic faz temporadas em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Já em São Paulo(2008) ela atuou em Tape, peça dirigida por Mário Bortolotto.
De 2002 a 2008, Fauquemont atuou em dez curtas-metragens realizados em Curitiba e Rio de Janeiro. No Rio (2006) fez a oficina de interpretação para cinema da Video Fundição com Walter Lima Jr e em 2003 a oficina de atores da Globo no Projac.
Há pouco tempo, Carolina atuou em dois longas realizados em Curitiba: Morgue Story - Sangue, Baiacu e Quadrinhos, de Paulo Biscaia Filho e Cia Vigor Mortis; e o presente Eva de Arnaldo Belotto.
Atualmente a atriz mora em São Paulo, onde em breve participará de dois curtas e um novo longa -metragem.

1- Como você falou, várias vezes durante os gravações, mais uma vez a morte está relacionada com o seu personagem. Qual foi sua motivação, desta vez, para participar do EVA, afinal no filme você tem poucas falas e passa a maior parte dele inerte?

Eu li a sinopse e adorei. Lembrei de uma história que li há um tempo e relacionei à idéia do filme.
Achei que o filme traria uma metáfora importante. Pra mim, o filme “Eva” fala pra todo mundo que se relaciona, para todo mundo que encara o seu universo e o divide (ou muito, ou pouco) com o universo de uma outra pessoa. O filme traz o nome de Eva (que pelo mito é mãe de todos os homens e mulheres), e isso pode e deve gerar outro tipo de questionamento, o que torna, na minha opinião, o filme mais interessante. Vejo nesse filme a possibilidade de reflexão à respeito da responsabilidade que temos perante a vida.
Pensei: Quero ajudar a contar essa história! Reflito ainda sobre ela e vejo muitos dos nossos padrões, apegos e medos. Muitas vezes carregamos pesos inúteis, carregamos o outro nas costas e às vezes esse outro é alguém que já foi embora há muito tempo e que cismamos em continuar carregando. Temos dificuldade de “morrer” e de lidar com a morte. E a morte não é só a morte do fim da vida, mas as mortes que nos fazem amadurecer, evoluir, os fins e inícios pelos quais passamos e que nos constituem. É importante morrer, encarar as transformações. A vida é feita de ciclos e nesse movimento existe uma grande lição de força e sabedoria.
Foi um convite de um amigo também. Conhecia o Arnaldo e o trabalho dele. Fiquei feliz de saber (foi pelo msn) que ele faria um longa independente. Eu admiro muito as pessoas que desenvolvem suas ideias, dão vida aos seus projetos. Curitiba precisa de pessoas que acreditem que não é impossível! Eu sempre participei de curtas metragens independentes em Curitiba. Poucas vezes consegui dizer não. Essa arte me pega! Dessa vez não poderia ter sido diferente.
O fato de não ter falas não torna esse papel menos importante do que qualquer outro que eu já encarei no cinema. A personagem estava inerte, não a atriz. Eu aprendi muito nesse filme. Cada cena que fiz me mostrou algo desconhecido. Ou sobre o cinema, ou sobre mim, os outros, ou sobre a própria vida.

2- Como é atuar “morta”? Quais foram as dificuldades encontradas no papel?

Um dos meus mestres de teatro dizia que a personagem a gente encontra pela respiração. Nesse sentido Eva é a ausência de uma personagem. E é também mais do que isso. Ela pode ter sido qualquer mulher, agora ela é apenas um corpo. Ela não pensa mais, não sente, está entregue à gravidade e à terra.
Eva, a personagem, só existe na cabeça de Albert, que a conheceu. Passa a ser uma lembrança do que foi. Para o espectador ela pode ser qualquer mulher, ela pode ser um símbolo. A minha dificuldade não foi quanto à elaboração dessa vida que teve Eva anteriormente, isso não era importante pra mim em cena. O meu trabalho era observar o meu próprio corpo e tentar deixá-lo o mais inerte possível, o mais entregue possível.
Ficar sem respirar é impossível e respirar pouco é difícil, o diafragma se movimenta sozinho, mesmo que eu não queira. As veias saltavam no meu pescoço, eu conseguia ver nos meus pés, que deveriam ficar imóveis, as batidas do meu coração. Algumas coisas fogem do nosso controle. O instinto de sobrevivência é forte. A vida no meu corpo é forte.
Eva me fez reconhecer essa vida. A vida que existe em mim. É um tanto paradoxal, mas para me entregar ao papel da morta eu tive que encarar a vida que pulsa em mim, reconhecer essa força e entender que a transformação do “ser” para o “não ser” inspira beleza, mas também dor e muita luta. A vida e a morte não se separam, uma está contida na outra.
Escrevi no blog que foi difícil fazer uma morta porque o filme estava me enchendo de vida. É isso. Foi um processo intenso pra mim, foi um início de ano intenso, os aprendizados romperam a fronteira do cinema (da arte) e vieram dar de encontro com a minha própria vida. A vida de Carolina. “Pessoal e intransferível”.

3- O que é, ou quem é Eva para você?

Eva sou eu à medida que fui eu quem a interpretou. Eva é o personagem de Albert, já que ele é a única testemunha pra nós de quem ela foi. Eva é a mulher que poderia gerar, que poderia viver, mas que adormece, que se entrega à outra vida, que nega seu nome, que abandona esse mundo e esse homem, que busca a transcendência, que volta ao mar, ao ventre, à terra. Eva é tudo aquilo que o espectador conseguir ver. Escrevi uma carta de Eva para Albert depois de uma conversa com o ator do filme, o Bruno. É mais ou menos assim que a vejo: Para Albert / De Eva

terça-feira, 28 de abril de 2009

Publicação sobre o Filme

[16/04/2009]
Cineacademia


EVA, novo filme de Arnaldo Belotto

Navegar pela internet, permitir aos ouvidos novas experiências, novos sons e novas melodias; esses foram os elementos principais para o nascimento do filme EVA, a mais nova produção cinematográfica de Curitiba.

Foi dessa maneira que o diretor do filme, Arnaldo Belotto iniciou esse projeto, que marca sua estréia com longa-metragem. Ele ouviu algumas novidades através de um site que dá espaço para talentos musicais e percebeu uma atmosfera diferente, pegou o contato e percebeu uma fragilidade que o incomodou. Mostrou dessa forma que as comunicações virtuais não tiram a proximidade e o sentimentalismo entre as pessoas; pelo menos entre profissionais da arte, que têm o faro para selecionar os elementos com potencial para render uma história envolvente e marcante.

Arnaldo Belotto tem essa característica. Esse universo o acompanha desde a infância, quando assistia filmes com o avô; depois quando comprou uma locadora que acabou sendo vendida para que ele pagasse o curso na Academia Internacional de Cinema.

Formado em 2006 e sócio-fundador da produtora Destilaria, ele reuniu criteriosamente uma equipe, que mesmo com pouca experiência e tempo, se dedicou ao máximo a esse trabalho.
EVA - a palavra que ao primeiro instante nos remete à origem do homem descrita no primeiro livro da bíblia retorna à nossa convivência. A EVA de Arnaldo Belotto tem claro, semelhança com a figura bíblica, significando a mulher, mas também, a fragilidade e a carência. É em torno desses elementos que a trama gira.

Tentando fugir dos padrões do cinema brasileiro, o filme descreve a própria fragilidade da vida de um homem. Ele se chama Albert, vivido por Bruno Girello, que é um fotógrafo retratista e é atormentado pelo passado, que carrega Eva, interpretada por Carolina Fauquemont em uma mistura de amor e do peso da ausência.

O protagonista tem uma chave que simboliza o trancamento de algumas situações da vida e a abertura de outras. O diretor aposta em um filme de sensações, o qual cada pessoa pode sentir de uma maneira diferente contextualizando-as em suas próprias vidas.

A equipe de EVA abraçou a idéia de Belotto e trabalhou unida, arrecadando recursos e dividindo a rotina de cada um com as gravações nos finais de semana. Foram dois meses de filmagem, explorando lugares da região paranaense como o Passeio Público, o Museu de Arte Contemporânea, bares da capital e também o litoral do estado.

Essa produção feita com um orçamento restrito de 4 mil reais e dividido entre a equipe está em fase de edição. Entusiasmado com o resultado obtido até agora, Arnaldo Belotto, já sente saudades do período de gravação, mas se dedica também com o design de som e a finalização do projeto.

A estréia está prevista para o mês de julho. E os planos de Belotto com o filme EVA continuam; ele pretende inscrever o longa no 4º festival Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino, que acontece em outubro. Se depender da união e da força de vontade da equipe, o prêmio já é de EVA.

Texto:
Rafaella Luvizotto
Edição: Bruna Righesso
Fotografia: Leandro Telles


Fonte:
http://cineacademia.blogspot.com/2009/04/eva-novo-filme-de-arnaldo-belotto.html

Entrevista com o Produtor Executivo do EVA

Pedro Paulo Franco

1- Qual foi a sua motivação para participar do filme?

A primeira motivação foi o próprio filme, fazer cinema é sempre motivador! A segunda foi o Arnaldo, eu o conheço há alguns anos e gosto do trabalho que ele faz! Já trabalhamos juntos e ele sempre me falou de sua vontade de fazer um longa.
Ano passado, ele me contou que estava com o roteiro pronto. Depois, mandou por e-mail para eu ler e perguntou se eu topava produzir. Topei de cara!

2- Como foi fazer a produção do filme?

Apesar da falta de dinheiro foi tranquila, a equipe toda estava muito ligada ao filme e com muita vontade de fazê-lo. Quando temos uma equipe engajada, a produção torna-se fácil e prazerosa.

3- Quais foram os momentos bons e ruins de fazer este filme?

Não me lembro de momentos ruins, todos os momentos foram muito bons! Mesmo nos momentos de estresse - que sempre acontecem em um set de filmagem - a gente respirava fundo, bem fundo e passava por cima deles, pois o filme estava acima de tudo isso.

4- Produzir um filme sem dinheiro é sempre complicado, como a equipe de produção resolveu este problema?

Pois é... É complicado mesmo. Mas fazer o que? Não fazer o filme? De jeito nenhum! A solução foi arregaçar as mangas e ir atrás de apoiadores, colaboradores e patrocínio, que graças a Deus, aos poucos foram aparecendo.
E a equipe do filme também foi fantástica, todos ajudaram um pouco e assim conseguimos produzir. Estamos de parabéns!
A equipe de fotografia, de arte, o pessoal do som que sempre levantava o astral de todos, figurino, maquiagem, os atores foram fantásticos foi um prazer conhecê-los e trabalhar com eles.
Agora, no fim da produção, já bate a saudade de toda a correria dos primeiros dias, mas o filme está longe de acabar e a luta continua com a pós-produção. E vamos que vamos!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Entrevista com o Diretor do longa-metragem EVA

Arnaldo Belotto(26) fez seus estudos entre 2004 - 2006 na Academia Internacional de Cinema, com especialização em Direção, roteiro e edição onde realizou vários trabalhos de destaque.
Em 2006 atuou como presidente da Associação Kino-GlaZ, localizado no Sesc da Esquina em Curitiba (PR), onde era curador do cineclube KinoGlaz e realizava estudos sobre o cinema . Hoje, é sócio fundador da produtora
Destilaria do audiovisual (PR)

TRABALHOS

2009
Happy Isles. Documentário (HDV) Direção, Fotografia e Edição.

2008
Tempo de cinzas. Documentário (HDV). Direção, Roteiro e Fotografia.

2007
Luce delle tenebre. Ficção (HDV). Direção, roteiro e edição.
Casa de Noé. Documentário (DV). Direção, Fotografia e Edicão.
O Batismo. Documentário (DV). Concepção.

2006
Sensorial. Documentário (DV). Direção, Fotografia e Edição.
Espírito da Contradição. Documentário (DV). Direção e Edição. (co-direção com Fernando Severo)

2005
O Cobrador. (DV). Direção.
Contralzerros. (DV). Direção.
Amor e Delirio. (DV). Direção e Roteiro.


1- Como surgiu a ideia de realizar o longa-metragem EVA? E como foi a construção do roteiro?

Conheci um músico pelo Myspace e comecei escutar as músicas dele diariamente, porque eu sentia uma atmosfera diferente ali.
Decidi conhecer quem fazia aquelas músicas, consegui o MSN dele e conversamos no decorrer de um mês. Desse modo , pude entender o porquê daquela atmosfera. Eu vi uma fragilidade que me incomodou, era uma maneira de agir bem distante do que eu conhecia.
De repente, percebi que tudo o que eu estava vivendo poderia transformar-se em algo maior e resolvi conhecê-lo pessoalmente. Ficamos amigos e escrevi algumas anotações que mais tarde transformaram-se no filme EVA!
Para escrever o roteiro do filme, eu convidei o Diretor de cinema, Arthur Tuoto que é um grande amigo meu e juntos conseguimos finalizá-lo em 25 dias, totalizando 14 páginas.

2- O que é EVA?

Eva é a representação do peso da ausência, do amor perdido, da fragilidade. É a companheira, o significado de mulher!

3- A equipe é relativamente nova no mundo do cinema, como você a reuniu? E como foi a sua relação com a equipe?

Trabalho em meus curtas com uma equipe reduzida ou na maioria das vezes, faço os meus filmes sozinho. Por isso, no início eu tive certa dificuldade.
Para formar a equipe preferi buscar pessoas que estivessem começando, que quisessem fazer algo diferente e principalmente que não ligassem de trabalhar em um filme sem dinheiro.
No começo foi difícil, o roteiro passou em diversas mãos! Tentei muitas pessoas antes de chegar na equipe final, mas no fim acabou nas mãos certas.
Também pedi socorro aos meus sócios da produtora Destilaria para os cargos de: Diretor de Fotografia(Eduardo Ribeiro), Assistência de Fotografia (Rodrigo Sakumoto),Edição (Lucas Negrão) e conheci as pessoas que ocupam os outros cargos na internet. São pessoas que gostam de cinema e tinham vontade de participar de um filme.
Acredito muito mais no cinema em equipe hoje e tenho certeza que o filme está em boas mãos, no plural mesmo porque sei que todos deram o próprio suor e sei que isso estará impresso no filme. Todos vão enxergar isso!

4- Como foi a escolha dos atores? E os atores que fazem apenas participações?

A escolha dos atores foi feita com a ajuda da produtora de elenco do filme, Nina Ribas. Eu dei a base do perfil que queria e ela selecionou algumas pessoas para os papéis.
Acreditei que a Nina faria um ótimo trabalho, desde a primeira reunião e não foi diferente, todos os atores nasceram para os papéis que fizeram, não tivemos muito esforço.
Desde que escrevi o roteiro, eu pensava em convidar os atores: Hélio Barbosa, Carolina Fauquemont e o Luthero Almeida. Com eles eu só tive o trabalho de ir atrás e apresentar o roteiro. Todos aceitaram!


5- No filme você não teve direção de atores, então você mesmo interagiu com os atores, qual era a sua técnica? Como você incentiva os atores?

Bom…Acredito que todo diretor deve trabalhar com os atores, mas a ideia de ter uma pessoa que não seja eu para fazer isso, não me agrada. Eu preciso de um contato inicial forte com os atores principais, preciso que entendam o sentido do filme.
Busco a sensação do personagem, porque não acredito que pessoas se transformem em outras, mas acredito que podemos transmitir sensações e eu sempre busco uma para cada personagem. No caso do EVA, quase todos os personagens transmitem a mesma sensação.
Trabalhar com o Bruno Girello (Albert ) foi fácil! Dei sorte de encontrar um ator inteligente, criativo e capaz de ouvir. Eu não precisei ensiná-lo sobre o modo de andar e falar do personagem, ele já havia criado todas as ações que o persoagem poderia pensar em fazer e falava como tal.
Quando não existe incentivo financeiro devemos ser criativos!

6- Quanto tempo levou desde a finalização do roteiro até as gravações?

Dois meses. Quando o roteiro estava sendo finalizado, fui atrás de parcerias para que o filme acontecesse.

7- Quais foram as maiores dificuldades encontradas por você para realizar este filme?

Não encontrei grandes dificuldades, coisa rara, quando algo depende de tantas pessoas! Tudo deu certo no filme, tivemos algo maior nos acompanhando e que não deixou nada dar errado.

8- O filme possui diversas cenas em gravadas dentro de um carro, como foi gravar estas cenas?

Eu nunca havia filmado cenas na estrada, ou de carro em movimento. Portanto, foi uma grande novidade e fiquei apreensivo com tudo isso, mas tivemos sorte com o apoio da
Locall (empresa de aluguel de equipamentos para cinema e TV) , onde conseguimos uma ventosa que nos proporcionou um leque gigantesco de planos. Tive também a ajuda do André Schwartz Pinheiro, que é meu amigo da época da Escola de Cinema. Ele criou um equipamento para cenas em carro que em minha opinião, resultou no plano mais belo do filme.

9- Agora, no final das gravações, você acha que o filme segue a ideia original ou foi modificando-se ao longo das filmagens? Você modificou o roteiro em prol das cenas?


Algumas mudanças aconteceram, mas não precisei mudar o roteiro. Foram transformações apenas nas ações de alguns personagens.

10- Como foi a escolha das locações?

A escolha ocorreu de acordo com a Fotografia e a Direção de Arte, todos nós buscamos lugares que representassem a atmosfera e o tempo do filme.

11- Você fez esse filme com pouco dinheiro, porque você não inscreveu esse projeto em editais? Você tem noção de quanto foi gasto para fazer este longa?

Nunca fiz cinema com dinheiro, sempre vivi este lado independente e autoral. Quando terminei o roteiro e vi que tinha apenas 14 páginas, tive certeza que não era um filme para os moldes destes projetos, principalmente porque pedem uma página por minuto e o meu roteiro apresentava 14 páginas para 80min de filme.
O termo independente não cabe para o EVA, porque é um filme que dependente da equipe e das empresas que nos ajudaram com comidas e equipamentos. Enfim, cada pessoa doou um pouco do seu dinheiro, da sua atenção e muito do seu tempo. Os gastos totais da pré-produção até a captação foram de R$3.900.
Mas, após o trabalho de divulgação do EVA pretendo dedicar-me e conseguir dinheiro para o segundo Longa-metragem, não pela facilidade em ter as coisas, mas pela equipe que merece ser paga.


12- Já terminamos as gravações, por enquanto, você está satisfeito com trabalho?

Totalmente deprimido com o término das gravações! Afinal, tudo isso deixará saudades. Mas, feliz com o resultado da captação e super ansioso pelo processo da edição, design de som e finalização.

13- Como você acha que o público irá receber este filme?

Não faço a menor ideia! EVA é um filme de sensações, cada pessoa pode receber de uma maneira diferente. Procurei sair da zona de conforto comparado aos filmes do momento, trabalhei com tempo estendido e com o silêncio e sei que isso pode incomodar um pouco as pessoas. Espero que compreendam um pouco da vida de Albert e que as pessoas identifiquem-se com estas sensações que enfrentamos algumas vezes na vida.

14- Qual a previsão de lançamento do EVA?

Após o material captado começamos a editar e em sequência design de som e finalização de imagem. Acredito que no meio de julho o filme sai.



quarta-feira, 15 de abril de 2009

Criação



Fotos: Melissa Andreata

Criação


Agudo mais grave remixando os sons,
ruídos novos parecem música aos ouvidos dos criadores
Batuque, melodia engrandecem as notas.
Toques lúdicos soltam a imaginação dos ouvintes novos.
Ritmo constrói o universo humano.

Vida mais morte gerando caos,
semelhanças novas parecem metafísico aos olhos Dele
Plantas, animais magificam os humores.
Alegrias supremas prendem os olhares dos novos.
Comum constrói o universo humano.

Agudo mais grave remixando os sons,
Vida mais morte gerando caos,
Ruídos novos parecem música aos ouvidos dos criadores
Semelhanças novas parecem metafísico aos olhos Dele
Batuque, melodia engrandecem as notas.
Plantas, animais magificam os humores.
Toques lúdicos soltam a imaginação dos ouvintes novos.
Alegrias supremas prendem os olhares dos novos.
Ritmo constrói o universo humano.
Comum constrói o Universo Humano.

(Bruno Girello)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Equipe EVA

Acima da esquerda para direita - Rodrigo Sakumoto (1º assistente de fotografia), Thiago de Andrade (2º assistente de fotografia), Eduardo Ribeiro (diretor de fotografia), Carolina Fauquemont (atriz EVA), Ben-Hur (som direto e som desing), Bruno Girello (ator Albert), Rennan deodato (som direto e som design) e Pedro Paulo Franco (produtor).
Abaixo de esquerda para direita - Marja Calafange (diretora de arte), Arnaldo Belotto (Diretor), Celina Belotto (assessora de imprensa) e Kamila Rutkosky (produtora e assessora de imprensa).


Também fazem parte da equipe :
Produtora e continuista: Daniele Rodrigues
Produtora de elenco: Nina Ribas
Assistente de direção de arte: Silvia Pugsley

Figurinos: Marina Santi Tomson
Maquiagem: Felipe Prochmann
Editor: Lucas Negrão
Still: Leandro Telles

câmera


Rodrigo Sakumoto - 1º Assistente de Fotografia

terça-feira, 31 de março de 2009

Cena da Plantação


Equipe EVA em cena na plantação de soja.

foto: Leandro Telles

terça-feira, 24 de março de 2009

Publicação sobre o filme na AIC NEWS


EVA em uma nota na newsletter da Academia Internacional de Cinema de São Paulo.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Amuleto

Todo personagem carrega algo que representa o seu perfil estético, psicológico ou sensitivo.
Albert carrega uma chave dentro de seu carro, uma chave que abre algumas portas e que mantém fechada outras.
Alguns sentimentos são carregados até certos momentos da vida, depois de um tempo podemos tranca-los em pequenos pedaços de água, cercados por areia. O mar levará todos os males para longe, em lugares que nossos olhos não alcançam.